Dias nublados

quarta-feira, junho 20, 2018

Depois dos primeiros, eu achei que os próximos não doeriam tanto: jurei para mim mesma que não me entregaria como antes. Não deixaria bilhete ao sair do quarto pela manhã ou ligaria no dia seguinte. Não entregaria meu coração, de forma alguma, e nem se quer diria coisas permanentes para pessoas que, possivelmente, seriam temporárias.

Os dias nublados eram os meus preferidos. Não importava o meu estado de humor: meu casaco preferido, fones de ouvidos e uma playlist qualquer já era sinônimo de sorriso em meu rosto. Com as mãos no bolso, e andando sem pressa, eu estava bem, por mais que as últimas semanas não tivessem sido as melhores e alguns sentimentos estivessem enclausurados pelo orgulho que se implantara em mim.

Mas quando você chegou, algo mudou. Eu tentei não te entregar o meu coração e, não ligar no dia seguinte, mas a saudade falava mais alto e até os dias nublados me lembravam você: o seu cheiro ficava no meu casaco e todos os meus pensamentos se resumiam a você. Eu lutei. Ah, só em pensar que lutei para te afastar de mim, chega a ser hilário. Aliás, não podemos mudar o destino.

E logo, você se tornou a minha rotina. Não rotina, até porque rotina enjoa, e o que eu mais gosto é de ficar contigo atoa. Mas, você se tornou a minha parte preferida do dia, por mais que as vezes, o medo de te perder ainda venha me atormentar.

Enfim, não mudou muita coisa; dias nublados continuam sendo os meus preferidos, ainda mais agora, que tenho você pra me aquecer.
  • Share:

Autoconhecimento e aceitação, o processo

segunda-feira, junho 18, 2018

Se conhecer não é algo fácil. Já se perguntou o que você mais admira em si mesmo? Quais as suas características mais marcantes? Convivemos com nós mesmos desde que nascemos e achamos que nos conhecemos muito bem, mas é só alguém perguntar algo mais profundo sobre nós (como por exemplo, o que você faz para que as pessoas gostem de você) que ficamos muito tempo pensando, e às vezes nem conseguimos responder, vendo assim que não nos conhecemos bem.

Não existe uma fórmula mágica para se conhecer, acredito que cada pessoa tenha algo em si próprio que ainda não saiba ou não descobriu, e em algum momento irá descobrir, sabe-se lá como.
Este post é mais um relato. Sobre como eu me conheci.

Em 2015, eu tomei uma decisão que foi passar pela transição capilar. Até então eu já tinha usado meu cabelo de diversas formas: curto, comprido, com as pontas vermelhas, com californiana, liso "escorrido", liso com cachos nas pontas, com franja, sem franja, dividido ao meio. Eu sempre gostei de mudar o meu estilo através dos cabelos, mas eu me submetia a químicas. Eu alisava meu cabelo.

Então, aos 15 anos de idade, eu fui perceber o quão isso era estranho. Eu tinha 15 anos e não conhecia meu próprio cabelo natural. Ele vinha sendo alisado desde os meus 10 anos, por influência da minha tia e da minha mãe, que diziam que cabelo liso era mais fácil de cuidar. Será mesmo?

Depois de me dar conta disso, parei de alisar o cabelo e fui deixando-o crescer naturalmente. Cortei ele chanel e comecei a utilizar algumas técnicas de texturização. Essa é a fase chamada transição capilar.

Nesse meio tempo eu (re)descobri um artista incrível chamado Emicida. Eu conhecia uma ou duas músicas dele, mas nunca tinha parado para apreciar sua arte. Descobri um CD chamado "Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa" e aprendi tanto com esse CD (aprendo até hoje)! Mais do que nas aulas de história da escola! Foi aí que fui entendendo algumas coisas. Coisas como a minha cor. Entendi que sou negra, apesar de ter a pele clara. Entendi porque minha mãe e tia diziam que era mais fácil cuidar de um cabelo liso, sendo que dava tanto trabalho quanto usar meu cabelo natural. Entendi como é importante reconhecer os privilégios que tenho. Entendi o quão importante é estudar a história do meu povo. E entendi o quão importante é apreciar a arte e procurar o significado das coisas nas entrelinhas.

Com seis meses de transição, taquei a tesoura no cabelo, aquele processo que chamamos de Big Chop, sabe? Cortar toda a parte com química e usar o cabelo natural. Lembro que fui à cabeleireira, e ela nunca havia cortado um cabelo assim antes. Eu ficaria apenas com quatro dedos de cabelo, e ela estava morrendo de medo de eu não gostar e culpá-la. "Vai na fé". Não foram exatamente essas palavras que usei, mas consegui convencer ela a cortar e: que sensação maravilhosa! Ali foi a primeira vez que eu me conheci. A cada barulho que eu escutava da tesoura era uma sensação de libertação. Eu realmente não sei explicar o que senti. Mas, quando ela terminou e eu me olhei no espelho, eu me vi. Me vi como eu realmente era, e me apaixonei naquele momento.

Dizem que depois que eu cortei o cabelo, fiquei mais "eu", mais descontraída, mais alegre. E é verdade. Aquilo foi muito além de um corte de cabelo. Foi aceitação, foi coragem, foi ir contra a vontade de muitas pessoas, foi (auto)conhecimento.

Um ano e alguns meses depois, coloquei Box Braids, tranças enormes. Mais uma vez foi coragem. Mais uma vez foi ir contra a vontade de muitas pessoas (ah, como foi). E dessa vez, foi também sofrer racismo por conta de tranças, acredita? Mas isso fica de história para outro post.

Cada vez mais eu pude entender o porque de muitas pessoas não se aceitarem como são (seja cor da pele, formato do corpo, seu cabelo, etc.) e como isso é ruim para nós mesmos.

Neste ano, mais um ato: raspei meu cabelo! Assim como está na foto que ilustra esse post, e eu me sinto tão bem ao olhar no espelho. Me sinto eu mesma de novo. Conheço meu rosto, cada parte dele (antes ele era escondido pela minha cabeleira). Mais uma vez: aceitação, coragem, contra a vontade de todos, se conhecer.

Em todas essas mudanças eu lutei. Lutei contra pessoas com pensamentos preconceituosos, dentro e fora de casa. Chorei. Mas, acima de tudo, aprendi a me amar (mais) e me aceitar (cada dia mais) como sou.
  • Share:

DIY: Cofrinho Kawaii

sexta-feira, junho 15, 2018
Fui ver os DIYs aqui do blog, e notei que já fiz mais DIYs do que pensava (na época que meu celular parecia um tijolinho e as fotos eram péssimas)! Eu amo fazer as coisinhas e deixar do meu jeito, só não faço muito porque nem sempre tenho muitos materiais em casa e gastar dinheiro não está dando, né?


Eu estava cheia de moedas na minha carteira, e decidi que queria ter um cofrinho, então corri para o YouTube e achei um tutorial no canal Jessika Taynara de um cofrinho em formato de papel higiênico muito fofo, e decidi que ia fazer.

Eu fiz e me apaixonei, e com certeza vim ensinar vocês!

Materiais



  • 1 potinho redondo (usei pote de produto de cabelo) bem limpinho e lavado;
  • 1 EVA branco;
  • 1 pistola de cola-quente;
  • 1 tesoura;
  • 1 lápis;
  • 1 canetinha preta;
  • 1 estilete ou 1 faca de ponta (que eu, lindíssima, esqueci de colocar na foto).

Passo a passo


1. Na parte debaixo do pote, abra um buraco que dê para passar uma moeda de 1 real. Faça a marcação com lápis e abra o buraco com estilete, ou com faca e tesoura (com estilete é mais fácil).


2. Faça marcações à lapis no EVA e recorte: 
  • 2 retângulos: um para encapar em volta do pote e outro para encapar em volta da tampa do pote. Faça o comprimento do retângulo maior um pouco mais comprido do que o pote, justamente para ficar uma parte sobrando.
  • 2 círculos: um para colar na parte debaixo do pote (não se esqueça da abertura para passar a moeda) e outro para colar na tampa do pote.






3. Com a cola quente, encape a tampinha e o pote.


4. Tampe o pote, e com a canetinha preta faça um rostinho kawaii no seu papel higiênico. Também pode desenhar um círculo na parte de cima, para ficar mais parecido ainda com papel!

Kawaii: um termo japonês para algo fofo.

Algumas inspirações de rostinhos nesse estilo:


Imagem

E está pronto! Eu amei esse cofrinho, pois ficou lindo, fofo e foi muito fácil de fazer (levei no máximo vinte minutos).




E aí, gostou? Quem também vai tentar fazer em casa?
  • Share:

5 Filmes com trilhas sonoras lindas

quarta-feira, junho 13, 2018


A Terra diz olá! Oi, gente. Eu sou a Luana, uma das novas colaboradoras aqui do Cheiro de Pipoca (fui apresentada nesse post) e a partir de agora vou começar a fazer todos os meses um post sobre filmes e séries. Fiquei muito feliz pela oportunidade que a Vitória me deu, pois, mesmo gostando desse assunto, acabo deixando ele um pouco de lado no meu blog hehe.

Bom, pra começar essa série de posts, eu tive a ideia de listar filmes que, pra mim, têm trilhas sonoras incríveis. Esse negócio de analisar trilha sonora pode soar um pouco como conversa de gente metida a cult, mas sempre eu reparei nisso, e acho que é um pouco por culpa dos filmes da Disney que eu assisto desde muito nova (porque a de se concordar que a Disney arrasa nas trilhas sonoras!).
Eu adoro quando tenho a sensação de que tudo num filme me encantou: a história, a fotografia e a trilha sonora. Minhas playlists do Spotify estão cheias de músicas temas de filmes.

❤️ O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) ❤️


Desde que assisti a essa obra de arte pela primeira vez, percebi que ele seria para sempre o filme da minha vida. Acredito que todas as pessoas do mundo deveriam assisti-lo, pelo menos, uma vez antes de morrer. Tudo nele é encantador, e é incrível como conseguiram juntar as cenas, as cores, as falas e as músicas. Inclusive, escolhi a trilha sonora do filme para escrever o post!

As músicas (a maioria é instrumental) foram compostas por Yann Tiersen, um músico e compositor francês. Quando as escuto, me sinto transportada para aquela realidade que Amélie cria, e até consigo me imaginar passeando pelas ruas em tons de sépia de Paris, ou, de maneira mais simples, dando voltas em algum carrossel de parque de diversões ♡ (escute aqui)

❤️ O Espaço Entre Nós (2017) ❤️


Vamos deixar de lado o crush supremo que eu tenho por Asa Butterfield, e o quanto eu sou apaixonada por história que envolvem o espaço, e focar nas músicas. Mesmo que o filme tenha sido considerado um "fracasso", é um dos meus favoritos, pois é um romance lindo que fala sobre encontrar um lugar onde você se sinta seguro. Fala sobre o coração, e o quanto ele é frágil, e isso também é passado através da trilha sonora.

A música tema, Smallest Light, é cantada por Ingrid Michaelson, uma das cantoras que está comigo desde a Disney. Essa música esteve presente num momento bem complicado da minha vida, e hoje faz parte da minha lista de favoritas, o que só faz com que eu tenha mais apego ao filme hehe. (escute aqui)

❤️ Laranja Mecânica (1972) ❤️


Dizem que nada supera os clássicos, né? Pois bem, Laranja Mecânica é um clássico com título mais que merecido (deixo aqui minha indicação de leitura também!). Hoje, cursando psicologia, percebo quantas críticas existem à psicologia comportamental dentro da história. O protagonista, Alex DeLarge, é um verdadeiro sociopata, e a música aqui é tida como uma extensão de seu comportamento problemático.

A maioria das cenas, em especial as mais animadas (se assim posso chamar), é regada a música clássica. Alex tem um interesse especial por Beethoven, e isso acaba se refletindo de forma um tanto negativa depois que ele se vê obrigado a passar por um tratamento para "curar" sua loucura. (escute aqui)

❤️ Como Eu era Antes de Você (2016) ❤️


As pessoas que não choraram igual bebês vendo esse filme não tem coração, é isso! Lembro até hoje de sair do cinema com a cara inchada, soluçando, e querendo comprar outro ingresso para assistir de novo. Mas, como não dava pra fazer isso ($), passei boa parte da noite chorando e ouvindo a trilha sonora haha (isso é real, gente!).

Mesmo tendo algumas músicas alegres, a maioria é deveras emocionante, pra não dizer triste mesmo. O mais engraçado é que, no álbum do filme, elas seguem a ordem que são tocadas na obra cinematográfica, o que só aumenta a carga emocional, pois eu as escuto e consigo visualizar as cenas. Pra começar, até mesmo o trailer já pode nos fazer chorar por conta de Photograph, do Ed Sheeran! (escute aqui)

❤️ About Time (2013) ❤️


Acharam que tinha pouco romance? Então toma mais um pra gente terminar esse post hehe. Esse filme é meu amorzin, meu chuchu da vida, e que me fez desejar viver uma história de amor bem clichê, casar num dia de chuva e andar de mãos dadas no metrô ao som de How Long Will I Love You na versão de Jon Boden, Sam Sweeney e Ben Coleman 

Filmes de comédia romântica/drama são os campões em selecionar músicas que nos emocionam, nos deixam alegres e tristes, tudo ao mesmo tempo. O mais legal da trilha sonora desse filme é que é muito eclética, variando desde rock britânico dos anos 70, até cantor italiano e Ellie Goulding *-* (escute aqui)

Bom, essas são as minhas indicações de hoje. Mesmo pra quem não assistiu nenhum desses filmes, eu recomento as suas trilhas sonoras (mas claro que, quem quiser ver os filmes, estão mais que indicados). Tenho muitas outras trilhas sonoras lindas para enaltecer, e quem quiser mais dicas, é só pedir nos comentários!

Obrigada por tudo, pessoal! L, ♥️
  • Share:

Como está o meu Bullet Journal

segunda-feira, junho 11, 2018
Fiz um post explicando o que é um Bullet Journal e mostrando o meu aqui. Isso foi no comecinho do ano, agora vim mostrar como está ele está ficando, os desenhos que fiz em cada mês e como venho organizando-o.


Eu tenho uma pasta no Pinterest onde salvo inúmeras inspirações para decorar meu BuJo! Não faço nada demais. Todo mês desenho uma "capa" com o nome do mês, faço um "mood tracker" mensal (que é onde anoto como foi meu dia) e uso as páginas para listar as coisas que tenho para fazer no dia.



Essa foi minha capa de Janeiro, bem no clima verão/férias! Fiz o mood tracker como se fosse um joguinho de Tetris. Vi uma imagem de mood tracker assim bem antes de começar meu BuJo e achei incrível! Por isso decidi fazer.

Nas outras folhas, eu fiz alguns desenhos também relacionados a verão/férias.





No mês de Fevereiro, fiz o desenho dessa árvore bem simples. Uma pena que a canetinha transferiu para algumas páginas. O mood tracker também foi no formato de árvore.

Neste mês, tentei fazer um "habit tracker", onde eu colocava hábitos que queria manter diariamente, e ia anotando se fiz ou não. Isso não deu certo comigo, pois eu sempre esquecia de anotar, então não fiz  mais o habit tracker em nenhum mês.

Nas outras folhas, coloquei o dia no canto da folha e também colocava abaixo se era alguma data importante (aniversário de alguém, feriado, etc.).



O desenho de Março ficou bem clean, eu amei! O mood tracker foi essa xícara super fofinha com folhas dentro! E separei os dias dentro de quadrados, adorei essa forma de organizar, pois eu conseguia utilizar uma folha para fazer anotações de mais do que um dia, e não gastava tantas páginas.




Também amei o desenho de Abril! E o mood tracker ficou super simples, porém fofinho.

Colocar a data no início das folhas também foi algo que achei legal. Ficou esteticamente bonito.



O desenho de Maio é de Santorini, uma ilha que fica na Grécia e que eu tenho muita vontade de conhecer!

Diz se essas folhas no mood tracker não ficaram lindas?


E, por último, a capa e mood tracker do mês atual: Junho! Também achei um chuchuzinho esse desenho (pena que não sei desenhar estrelas bonitas, se eu soubesse o desenho teria ficado mil vezes melhor)!

Apesar de não fazer mil coisas no meu Bullet e só usá-lo para anotar os meus afazeres, eu uso ele bastante! Já estamos na metade do ano e eu já usei mais da metade das folhas. Já estou vendo que o caderno vai acabar e o ano não, hahaha!

Uma coisa que eu sinto que me limita muito, é o tamanho do caderno. Eu o ganhei, porém é pequeno, e isso me atrapalha um pouco na hora de fazer os desenhos. Mas estou amando essa experiência de ter um BuJo!

Nos acompanhe no Instagram!
  • Share: